Corações: palpitai!
Escrito em meados de 2006, agora com pequenas alterações.
Eu ando meio com um pé atrás em tudo que se refere a romance ultimamente. Mas de vez em quando a gente se pega sonhando de novo com coisas que chegou a considerar piegas em algum momento. E isso é normal… Afinal de contas, um coração precisa bater, certo?
Já pensou que a maioria das pessoas que vive reclamando por estarem sozinhas e não arranjarem ninguém é simplesmente porque seus corações estão acorrentados? Amarrados em camisas de força que os impedem de bater. A verdade é que temos tanto medo de viver passionalmente que a única solução encontrada para não sermos magoados pelas possíveis rejeições é viver uma vida defensiva. E reclamar dela, claro. Tudo bem, você pode até dizer que não é bem assim, que vive se apaixonando facilmente, sempre pela pessoa errada… Mas será que escolher a pessoa errada não é uma decisão inconscientemente calculada para manter seu coração acorrentado às emoções idealizadas e não precisar encarar de frente aquele furacão que dá aquele bicão no seu coração e o faz palpitar livremente? Tem gente que sonha com essas palpitações, inclusive eu.
O fato é: o importante é não deixar de sentir. Não tranque a porta, abandonando seu coração no escuro. Não é necessário ter um final feliz, apesar deste ser o alvo. Eu gosto de citar aquela canção que diz “Então seguirei meu coração até o fim pra saber se é amor (…) Eu estarei mais feliz mesmo morrendo de dor”. Você não precisa estar à procura. Simplesmente não se proiba de sentir. Se permita amar de verdade, mesmo que doa. Mesmo que não seja recíproco. Amor de verdade é dado de graça e sem maiores motivos mesmo.
Eu também não estou à procura. Mas seria bom sentir palpitações deliciosas me tirando os pés do chão… Quem não quer? Não sei aonde larguei a chave do cadeado que abre a corrente presa ao meu coração. Tranquei tão bem há um tempo… Vou precisar de uma marretinha.
Filed under: antigos textos | 2 Comments
Mari,
Em primeiro lugar, tô com saudade!!
Segundo: tenho acompanhado seu blog há alguns dias, ou semanas! Muito legal!
Terceiro: Esse texto traduziu bem o que fiz durante muitos anos, tranquei meu coração.. mas aí eu finalmente achei a chave de decidi destrancá-lo, só um pouquinho, pra ele sentir um ar fresco, aí o danado fugiu serelepe e descobriu o amor! Não me arrependo de ter me “resguardado”, mas que sou bem mais feliz com o meu coração solto e palpitante, sou!
Beijos, amiga!
helenão!!! hehehe… lembra??? carolzitcha helena querida, eu também estou com saudades e fiquei super mega feliz ao saber que você tem me acompanhado por aqui! please, continue me lendo, fico sempre muito feliz!
aaaah, entaum… eu entendo o q vc quis dizer sobre trancar o coração e tê-lo resguardado e talz… eu tb naum me arrependo nem um pouco de ter trancado meu coração durante alguns períodos. na realidade, todas as minhas decisões sempre foram bem conscientes. e eu sei q as suas tb! ;o)
mas q bom q vc encontrou o amor! eu sempre fico muito orgulhosa de vc, qdo penso: “a carol se deu bem, encontrou um cara muito dez!!!” agora o negócio é destrancar o coração, botar o cara lá dentro, trancar de novo e jogar a chave fora, hein?! uahuahauahau… beijoooos!