Fim de tarde no portão
A cabeça branca ao relento
Teimosia de paixão
Faz das cinzas renascer alento

Na estrada o seu olhar
Procurando um vulto conhecido
Espera um dia abraçar
Quem diziam já estar perdido

O seu amor é tão forte
Mais que o inferno e a morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares
Apagar a estrela antares
Que arrancar o amor de seu coração
Fim de tarde se debruça no portão

Mas um dia aconteceu
E o moço retornou mendigo
O pai depressa correu
E abraçou o filho tão querido

Tragam roupas e o anel
Calcem logo os seus pés, milagre!
Vinho do melhor tonel
Tanta alegria em mim não cabe

O seu amor é tão forte
Mais que o inferno e a morte
São torrentes que arrebentam o chão
Mais fácil secar os mares
Apagar a estrela antares
Que arrancar o amor de seu coração
Fim de tarde está deserto o portão

Stênio Marcius



2 Responses to “Fim de tarde no portão”  

  1. 1 Nando

    Adoro essa música…a primeira vez que eu a ouvi, quase chorei…só não chorei porque sou macho…hehehe… zuei! Eu sou fã do Stênio Marcius (parece nome de principe), o cara consegue escrever e descrever algo de uma forma subliminarmente incrivel!
    Um beijo pra vc Mari…. estive aqui.

  2. 2 Nando

    Adoro essa música…a primeira vez que eu a ouvi, quase chorei…só não chorei porque sou macho…hehehe… zuei! Eu sou fã do Stênio Marcius (parece nome de principe), o cara consegue escrever e descrever algo de uma forma subliminarmente incrivel!
    Um beijo pra vc Mari…. estive aqui.


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