Como a gente consegue ser durão às veze
s… Eu, pelo menos, consigo. Meu lado pedregulho vem me recobrir em alguns momentos do dia-a-dia, muitas vezes até como forma de proteção. Não gosto de parecer com a dona de um coração de pedra. Até mesmo porque sou 99% do tempo uma manteiga derretida. Uma vez me disseram que esse papel de durona não combina comigo. Mas fazer o quê se a vida vira e mexe me passa um papel desses para interpretar? Aí eu coloco minha testinha franzida, meus olhos mais arregalados que o normal (é de família…), minha voz mais impostada e meto bronca no que for preciso. Odeio ser a durona. Odeio ser de pedra. Mesmo que a pedra sirva de instrumento para acender o fogo, para cortar a carne, para quebrar o côco. Eu não gosto de ser de pedra. Alguém me arranje o telefone de Pigmaleão, por favor. Que ele faça de mim estátua de pedra com ares de Afrodite. Quem sabe não me transformo numa menina de verdade? Mas eu já sou de verdade, não sou? E sou de carne e osso 99% do tempo. Alguém tranque 1% de mim naquele porão escuro, porque eu quero sentir o sol esquentar a superfície do meu corpo já não mais rochoso, duro, frio. Eu posso sentir um sopro de sensibilidade em meus pulmões magoados por magoar, feridos por ferir, cansados de causarem cansaço. Ser durão é chato. Mais chato ainda quando você não é pedregulho 100% do tempo. Se fosse, não sentiria nunca os efeitos causados ao redor. Ai, esse blog começa a parecer um muro de lamentações… Whatever.
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Oi, Mari, que texto bonito… Mesmo triste e pedregulhoso.
Mas a vida não nos passa papéis pra interpretar. Porque a vida é de verdade, e não uma peça de teatro, e nem o mundo é um palco. Antes fosse, porque se assim fosse, uma hora as cenas doloridas acabavam, os interpretadores dos papéis seriam aplaudidos, sorririam, desceriam dos palcos, passariam pelas cochias rumo aos camarins, removeriam suas maquiagens, entrariam em seus carros e dirigiriam até em casa onde não haveria nenhum papel triste ou de coração-de-pedra, nem de durona, nem papel sofrido. A vida não é responsável pelo papél que a gente interpreta, ela não é nenhuam diretora de peça, ou roteirista, ou coisa assim. Ela é só a vida. E nós, os corações-de-pedra, não precisamos ser corações de pedra, nem em 1% do tempo que seja. Coração que é coração, é coração e pronto! Não é de pedra nem é de nada duro. É coração, e coração entope, bate errado, pára de bater, acelera, falha, engana… Coração é coração, ué! Se coração fosse de pedra, seria imutável, e por ser imutável, seria, com o tempo que fosse, irrepreensível. E coração não é assim. E a vida não prega peças nem nos passa papéis…
Beijos
Que passa nessa cabecinha,dona Mariana?
eita coração de pedra..
a foto ilustra tudo rs
iae mari.. viu, q q aconteceu com o Tp! ???.. to cum saudades… fala pro andré reviver aí pelo menos alguma coisa… já me faz falta..
e vc então, coração de pedra? . q é iso? .. não, não acho.. principalmente mulheres.. já homens, são sim corações de pedra, de cimento, de mármore de tão duro q são.. (eu sou um deles)
mas enfim..
até..
alohaaa
acho que vc sabe exatamente onde está a solução pra isso…